Eu vou repetir as palavras como venho fazendo a algum tempo.
Quero deixar pra trás o que me fazia calar, e só dizer agora as primeiras palavras que me vierem à cabeça. Como, exemplificando o clichê, a tua presença já me faz sentir como se eu fosse única. Única não no sentido de exclusividade, mas na forma como eu consigo existir quando estou nos braços teus.
Escritora, poetisa ou aprendiz: eu nunca fiquei sem palavras. Não como agora. Foi quebrada a minha maior regra, aquela que dizia que eu não podia acreditar em alguém que não fosse eu. Aquela regrinha boba que me dizia que só papai e mamãe me amavam realmente. Tive que dar o braço a torcer. Por quê? Porque eu sei que quando eu olho para esses olhos a minha vida tem um novo propósito. Porque eu sei que estou segura, completa. Porque sei que consigo encontrar a minha paz num lugar onde eu jamais imaginei derramar lágrimas de emoção.
Sendo assim, promessas, dívidas, escolhas. Nada disso é tão relevante quanto nossa história. Só agora o passado realmente importa, porque as lembranças ainda fazem parte do meu ser.
Eu não sei se existe eternidade ou "pra sempre", mas deixei de me preocupar no instante em que em meu coração havia um morador, e eu me comprometi a nunca deixar ele ir embora.
Apesar de conhecer toda a minha luz, me fez perceber que ama também a minha escuridão, onde eu só posso pedir perdão por existir.
Vou agradecer de novo, pedir desculpas e fazer juras. É assim que vai ser. Até onde Deus permitir.
Eu amo você.
Escrever é como uma dádiva. É como aquele passarinho que voa sem nenhum objetivo, que faz piruetas, passa por lugares distintos e pinga aquele ponto final todo orgulhoso.
Por isso escrever é como voar. A sua mente viaja, levando seu corpo e você não sabe onde vai parar, nem como.
Por isso escrever é como voar. A sua mente viaja, levando seu corpo e você não sabe onde vai parar, nem como.
sábado, 18 de agosto de 2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
No que me prenderei agora, senão em minhas linhas tortas? Dar de mim tudo o que posso ser não é o suficiente, abrir a primeira página do meu livro não trás orgulho, traçar vaidades pelo caminho agora parece mais justo para causar felicidade dentro de uma alma que um dia se julgou...desprendida de lívidez.
Mais que consolo, mais que abraços, mais que harmonia.
Eu quero a pomba branca.
Parar de pensar, parar de cogitar.
Adquirir características novas não é mudar por completo, e sim saudar um novo eu que nasce, cresce e corrói todos os dias.
Por favor, não estou aqui para dizer palavras bonitas.
De bonita já basta a sociedade.
Mais que consolo, mais que abraços, mais que harmonia.
Eu quero a pomba branca.
Parar de pensar, parar de cogitar.
Adquirir características novas não é mudar por completo, e sim saudar um novo eu que nasce, cresce e corrói todos os dias.
Por favor, não estou aqui para dizer palavras bonitas.
De bonita já basta a sociedade.
Eu sou uma astronauta
Eu tenho saudade de quando dois corpos se tornavam uma única alma num espaço pequeno. Minúsculo. E, em estado de choque, lágrimas menores ainda escorriam. Transbordavam.
Agora, então, com o imenso e irônico papel de extraterrestre, me desfaço em pedaços pra me tornar grande. Me ajoelho sob migalhas, deito-me em cama de fel, usufruo da incerteza só pra ter certeza que vai ficar tudo bem. Só para calar os olhos, fechar a boca.
Pra ver os olhos da criança se alegrarem. Sentir o cheiro da boca, o vai e vem da respiração monótona, os dedos entrelaçados, o sorriso estampado. A cara boba, lábios pendendo...pro alto.
Deixei para trás um coração partido e uma ou duas histórias que são dignas de reprodução. Deixei o meu universo pra virar uma astronauta, para tirar cada pétala de uma rosa e fazer um velho jogo.
Deixei pra mergulhar num sorriso já conhecido, e ficar estupidamente sem palavras.
Agora, então, com o imenso e irônico papel de extraterrestre, me desfaço em pedaços pra me tornar grande. Me ajoelho sob migalhas, deito-me em cama de fel, usufruo da incerteza só pra ter certeza que vai ficar tudo bem. Só para calar os olhos, fechar a boca.
Pra ver os olhos da criança se alegrarem. Sentir o cheiro da boca, o vai e vem da respiração monótona, os dedos entrelaçados, o sorriso estampado. A cara boba, lábios pendendo...pro alto.
Deixei para trás um coração partido e uma ou duas histórias que são dignas de reprodução. Deixei o meu universo pra virar uma astronauta, para tirar cada pétala de uma rosa e fazer um velho jogo.
Deixei pra mergulhar num sorriso já conhecido, e ficar estupidamente sem palavras.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Eu poderia estar escrevendo algo mais útil, ou que fizesse mais sentido.
Poderia estar usufruindo da máquina que querem que eu seja, dos movimentos mecânicos que querem que eu faça e das tarefas executadas por uma força que eu nem mesmo sei se existe.
As algemas vão me prendendo enquanto, em vão, tento escapar.
Agarram o seu braço como se ele fosse de ferro, dão tapas na sua cara como se você não sentisse. Pegam em suas pernas como se você pudesse continuar andando, montam em seus ombros como se você pudesse suportar o peso do mundo.
Eu poderia estar vendendo, matando, alienando.
Mas quero escrever uma música. Ou um soneto.
Quero tomar um banho de chuva, brincar na calçada, me sujar de lama.
Me chamem de insano, mas eu quero pintar. Ou desenhar um rosto.
Quero fazer caridade, jogar as roupas fora, gritar "liberdade".
Afinal, é bom sentir. É bom sentir-se.
Máquina eu não sou, jamais poderei ser, jamais poderá exigir tamanha insanidade.
Eu tenho carne, eu tenho osso.
Reconheça-me como animal que sou. Como ser humano.
Poderia estar usufruindo da máquina que querem que eu seja, dos movimentos mecânicos que querem que eu faça e das tarefas executadas por uma força que eu nem mesmo sei se existe.
As algemas vão me prendendo enquanto, em vão, tento escapar.
Agarram o seu braço como se ele fosse de ferro, dão tapas na sua cara como se você não sentisse. Pegam em suas pernas como se você pudesse continuar andando, montam em seus ombros como se você pudesse suportar o peso do mundo.
Eu poderia estar vendendo, matando, alienando.
Mas quero escrever uma música. Ou um soneto.
Quero tomar um banho de chuva, brincar na calçada, me sujar de lama.
Me chamem de insano, mas eu quero pintar. Ou desenhar um rosto.
Quero fazer caridade, jogar as roupas fora, gritar "liberdade".
Afinal, é bom sentir. É bom sentir-se.
Máquina eu não sou, jamais poderei ser, jamais poderá exigir tamanha insanidade.
Eu tenho carne, eu tenho osso.
Reconheça-me como animal que sou. Como ser humano.
sábado, 28 de abril de 2012
Do avesso
Desculpe-me tal sinceridade
de dizer-lhe o que dentro da razão
não faz sentido.
Mas o caso é que
seu descaso se desfez
de tudo que me importa.
E a cada passo,
e a cada palavra
(que por um acaso é a mais sublime
e perfeita de todos os casos),
e a cada gota d'água corrente
da cachoeira negra de meus olhos
está sua presença ao contrário,
seu carinho ao contrário,
seu amor do avesso.
de dizer-lhe o que dentro da razão
não faz sentido.
Mas o caso é que
seu descaso se desfez
de tudo que me importa.
E a cada passo,
e a cada palavra
(que por um acaso é a mais sublime
e perfeita de todos os casos),
e a cada gota d'água corrente
da cachoeira negra de meus olhos
está sua presença ao contrário,
seu carinho ao contrário,
seu amor do avesso.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Ponto final
Orgulho. Saudade. Culpa. Humilhação. Pena. Falta. Dor. Raiva. Incompreenção. Incompreensiva. Burra. Fugaz. Deprimente. Erro. Desculpa. Incompreenção. Incompreensiva. Lágrimas. Lágrimas. Coração. Saudade. Falta. Mundo. Dor. Fé. Amor. Salva.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Creio que a mente é frágil, deixando que algumas lembranças escorreguem e se dissipem em algum lugar qualquer. Mas a mesma mente levanta a contradição de saudade, da falta que sentimos de momentos passados. A saudade existe até por antecedência, ligada ao medo. E é extremamente difícil se desligar de algumas coisas que, em certos momentos, pensaram que jamais viveriam sem. E mais difícil ainda é perceber que um dia, querendo ou não, vocês têm que se despedir.
Deixar passar ocasiões, momentos...pessoas.
Deixar ir embora tudo o que um dia os fizeram felizes.
Já me perguntei muitas vezes se são sábios o suficiente para administrar cada situação em específico. A resposta é singela, porém concreta: NÃO. Enquanto estiverem aqui, será para cair, ralar os joelhos e aprender a curar as feridas. Sarar todas elas. E mesmo com experiência, aceitar seus segredos como sendo os primeiros a transportarem a barreira do orgulho.
Aprender é uma palavra sábia.
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